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Cultura e Turismo
A arte da cerâmica da Fundação Castro Alves em exposição exclusiva nos Paços do Concelho
    18-04-2019
    Oito peças únicas, produzidas minuciosamente com a chancela de qualidade da Escola de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves, compõem a exposição “Agnus Dei”, inaugurada esta quinta-feira, 18 de abril, nos Paços do Concelho de Vila Nova de Famalicão.
    O tempo pascal dá o mote para esta nova mostra da escola e museu da freguesia de Bairro, que vai estar patente no átrio do edifício principal da Câmara Municipal até dia 24 de maio.
    “Natividade”, “Esplendor do Nascimento”, “O amor de Deus que se fez criança”, “Sagrada Família”, “Última Ceia”, “Crucificação”, “Deposição de Cristo no Túmulo” e “Ressurreição”, assim se chamam as oito peças de cerâmica, moldadas em barro, expostas nesta exposição de natureza religiosa.
    Uma coleção heterogénea e única que pretende divulgar o património de arte sacra em cerâmica desenvolvido em Vila Nova de Famalicão pela Escola de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves.
    A Fundação Castro Alves explica ainda que esta exposição, que pode ser visitada gratuitamente de segunda a quinta, entre as 09h00 e as 18h00, e à sexta-feira, das 09h00 às 12h00, se insere “no âmbito da sua política de promoção e descentralização cultural”.
    “É uma pequena amostra da enorme riqueza e qualidade da arte da Fundação Castro Alves e uma nova razão para que venham até aos Paços do Concelho desfrutar deste magnífico espaço”, referiu hoje o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, na cerimónia de inauguração.
    Recorde-se que a Fundação Castro Alves foi fundada em 1991 pela mão do Comendador Manuel Maria Castro Alves (1935-1998), como sequência natural e enquadramento jurídico para a meritória obra educativa, artística e cultural, iniciada em 1971 através da criação do então Centro de Arte e Cultura Popular de S. Pedro de Bairro. Em 1979 o Comendador Castro Alves aumenta as valências do centro, com a criação da Escola de Cerâmica Artística, que teve como grandes impulsionadores, os Pintores Júlio Resende e Francisco Laranjo, numa fase intermédia o oleiro Fernando Sousa e posteriormente o Arquiteto Fernando Lanhas, que frutificou o Museu de Cerâmica Artística.
    A Escola de Cerâmica Artística, permitiu formar artesãos que pelos seus trabalhos e qualidade artística permitiram que em 1987 fosse edificado o Museu de Cerâmica Artística. O Museu tem em exposição permanente coleções constituídas por dois núcleos, um de olaria e outro de esculturas de cerâmica, o que representa um espólio de 1336 peças distribuídas por três salas com uma área total de 400m2.
    Na atualidade a Fundação Castro Alves tem como valências âncora o Museu de Cerâmica Artística, a Escola Oficina de Cerâmica Artística e a Escola de Música que se encontra sob a direção pedagógica do CCM, e tem consolidado as suas respostas ao nível do Serviço Educativo e Social e da Programação Cultural.

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