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Economia
REFIVE nasce para conquistar o mercado da moda
    18-07-2017
    Há uma nova marca de moda com origem em Vila Nova de Famalicão que pretende conquistar o mercado nacional e ganhar escala para depois se aventurar internacionalmente. Na etiqueta tem inscrito o nome REFIVE.

    Por detrás desta marca “casual chic”, para homem e mulher, dos 25 aos 50 anos, estão pessoas que conhecem bem a indústria têxtil e do vestuário e o mercado da moda. Rui Silva, ex-administrador do grupo RICON na sua fase áurea, é o CEO da REVIVE – Distribuição de Moda, empresa nascida há um ano na freguesia de Vilarinho das Cambas e que conta já com onze colaboradores. E tem um apoio de peso: o seu pai, Américo Silva, ex-fundador da RICON, em 1973, é o consultor estratégico de negócio e aporta à REFIVE anos de conhecimento acumulado na área da produção de moda.

    A REFIVE está presente em 75 pontos de venda multimarca em Portugal continental e ilhas. Ultrapassado o primeiro objetivo, a marca está a dar o segundo passo na sua estratégia, prevendo para março de 2018 o início da internacionalização, com a entrada em Espanha.

    “A nossa ambição de ultrapassar fronteiras é clara, fundamental para conseguirmos ganhar dimensão, mas ao mesmo tempo muito pensada e ponderada. Espanha é um prolongamento natural de Portugal e depois avançaremos para França”, transmitiu Rui Silva ao Presidente da Câmara de Famalicão. Paulo Cunha foi conhecer a nova marca famalicense, que está instalada em Calendário, esta segunda-feira, 17 de julho, em mais uma jornada do roteiro Famalicão Made IN.

    A REFIVE, que Rui Silva define como “uma marca de ‘casual wear’ com um ‘twist’ de sofisticação revivalista, que combina design, tendências de moda e qualidade superior com preços médios”, subcontrata toda a produção a empresas portuguesas e, mais precisamente, de Vila Nova de Famalicão.

    E também para 2018 aponta a abertura das primeiras lojas próprias, para vestir os portugueses “da cabeça aos pés”. “Sendo uma marca nova, num mercado altamente competitivo, havia aqui alguns pontos de interrogação que era importante ultrapassar”, referiu o diretor financeiro, Pedro Pinho. “Em Portugal, no que toca a pontos de venda, estaremos a 85%, 90% da capacidade limite, não em volume de vendas – havemos de lá chegar –, mas em número de clientes”, acrescentou.

    “Estou certo que terá um longo futuro”, afiançou Paulo Cunha, sustentando-se na “qualidade do produto, no know-how e na experiência” de quem gere a marca. Deixando “votos de sucesso”, o Presidente da Câmara vê na REVIVE “mais um dos bons motivos para Famalicão continuar a assumir-se preponderante no sector têxtil a nível nacional”.
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