Acção Social
Rede Social promoveu colóquio sobre endividamento das famílias
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Ana Passos centrou a sua intervenção na necessidade que as famílias têm de gerir poupanças, tendo inclusive feito diversas demonstrações sobre este assunto, revelando que as famílias devem retirar, pelo menos 10% do seu orçamento para poupanças. Apresentou diversos exemplos como se pode poupar a começar pelo desperdício de energia e da água, para chegar à lista das compras e comparação de preços nos super e hiper-mercados. Ana Passos mostrou imagens de produtos de marcas iguais que nuns locais custavam mais de 40 euros do que noutros dentro da mesma cidade. Desaconselhou levar as crianças aos hipermercados e propôs aos pais que falem do dinheiro aos seus filhos e dos gastos que a família tem. “As crianças precisam de ser educadas para a poupança desde pequeninas, a começar nas nossas casas”, acrescentou. Mas o momento que mereceu maior debate por parte dos participantes foi, sem dúvida a insolvência das famílias. Ana Passos alertou para os vários “truques publicitários” que os bancos ou empresas financeiras, usam para apanhar as famílias em situações, que depois de entrar nelas não podem sair. As facilidades tornam-se muitas vezes em pesadelos, alertou. Informou ainda que em caso de endividamento e de penhora de salário, a penhora nunca pode incidir sobre o salário mínimo nacional (475 €) nem pode ser superior a um terço do salário total. Referiu depois que a lei de insolvência que se aplica às empresas é a mesma que se aplica às famílias. Se uma família muito endividada não tiver recursos para saldar a dívida pode pedir ao tribunal a declaração de insolvência. O tribunal se assim o entender, declarará a insolvência e nomeará um administrador, que durante cinco anos, será ele o gestor daquela família. Ao fim daquele tempo a família em causa ficará com o seu cadastro limpo, podendo voltar à sua vida normal, concretizou. Esta parte foi a que mereceu mais pedidos de explicação não só da população presente como dos técnicos que trabalham na Rede Social. Todos foram unânimes que é necessário reflectir melhor esta questão, que é nova para a maioria dos participantes no colóquio. Abriu o Colóquio sobre o endividamento das famílias o Presidente da Junta de Calendário, Armindo Gomes, que se congratulou com aquela iniciativa na freguesia maior do concelho de Famalicão. José Maria Carneiro Costa, presidente da CSIFAC fez o enquadramento daquela actividade no plano de acção da Comissão para 2010. Referiu que a CSIFAC está preocupada com dois aspectos muito marcantes nas duas freguesias: a questão da convivência entre etnias e a pobreza que se materializa no endividamento das famílias. Para Pedro Sena, Vereador da Câmara Municipal, com o Pelouro de Defesa do Consumidor, que presidiu aos trabalhos, “é necessário alargar a discussão sobre este assunto e acrescentou que a Câmara Municipal prepara um protocolo com a DECO para que as famílias Famalicenses possam recorrer àquela organização sem gastarem dinheiro. Disse ainda que brevemente o seu Pelouro irá organizar um Colóquio sobre o mesmo assunto para todo o concelho, pois verificou que as questões de defesa do consumidor ainda são muito desconhecidas para a maioria da população.
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