A criação,
do Prémio de História Alberto Sampaio, impulsionada logo a seguir
à evocação, pelos municípios de Vila Nova de Famalicão e Guimarães,
dos 150 anos do nascimento de Alberto Sampaio, corresponde à consagração
deste movimento cívico/cultural inter-municipal em torno desta
personalidade de espírito universal, que modestamente se auto-definia
“provinciano minhoto cem por cento”.
O Prémio nasce, envolvendo os municípios de Guimarães e Vila Nova
de Famalicão e, obviamente, a Sociedade Martins Sarmento. Não
poderia ser doutra forma.
Em 3 de Abril de 1995 a Câmara Municipal de Famalicão deliberou
criá-lo (v. Acta nº 7/95 da Câmara Municipal). Na proposta, então
apresentada, lembra-se o trabalho conjunto do município de Famalicão
com a Sociedade Martins Sarmento, vinda do Centenário da Morte
de Camilo, posteriormente sedimentado no ciclo Pensar os Pensadores,
escrevendo-se: “O objectivo é juntar as terras e instituições
por onde Alberto Sampaio repartiu a sua vida, e deixou marcas
da sua actividade associando-as no apoio e estimulo à investigação
histórica, onde ele se distinguiu e notabilizou”; para prosseguir:
“Alberto Sampaio é um eminente historiador, que nasceu em Guimarães,
e se encontra sepultado em Vila Nova de Famalicão. A sua vida
passou-a entre os dois concelhos Minhotos: organizou a I Exposição
Industrial de Guimarães, e foi sócio-fundador da Sociedade Martins
Sarmento e destacado colaborador da Revista de Guimarães da mesma
Sociedade. Na sua casa de Boamense, em Famalicão estudou e escreveu
a obra que nos legou, encontrando-se o seu rico espólio no Arquivo
Histórico de Famalicão”.
Como se vê a proposta enfatiza a vivência regional de Alberto
Sampaio, e o seu espírito aberto e universal, que abraça todo
o Vale do Ave e o Entre-Douro-e-Minho.
Posteriormente, foi aprovado, em 25 de Setembro, o protocolo negociado
com a Sociedade Martins Sarmento e o município de Guimarães, que
define as regras, as condições e os compromissos dos três parceiros.
Santos Simões, deu contributos inestimáveis, ajudando a definir
a natureza do prémio, circunscrevendo-o, como todos percebemos,
à área da história económica e social.
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Nesse mesmo
ano, lança-se a 1.ª edição, cabendo a Famalicão organizá-lo, o
que sucede em 1997 (v. acta do júri). Seguem-se as edições (sempre
bi-anuais) rotativamente organizadas, pela Câmara de Guimarães
(1999), Sociedade Martins Sarmento (2001), regressando em 2004
a Famalicão e em 2006 à Câmara de Guimarães (v. acta do júri).
No ano do centenário da morte, a responsabilidade da organização
coube à Sociedade Martins Sarmento. Acrescente-se, que o êxito
do prémio pode medir-se, desde logo, pela continuidade que tem
mantido, como pelo número de concorrentes que, em todas as edições,
participaram, ultrapassando, por vezes, as duas dezenas. Mas,
sobretudo, pela qualidade dos trabalhos apresentados a concurso.
À primeira edição concorreram dezoito candidatos, vencendo o estudo
Justiça e Criminalidade no Portugal Medievo (1458-1481), de Luís
Miguel Ribeiro de Oliveira Duarte. Na 2.ª edição ganharam ex-aequo
os trabalhos Famílias, Formas de União e Reprodução Social no
Noroeste Português (1700-1900) de Ana Silvia Volgi Scott e o de
Maria da Conceição Falcão Ferreira Guimarães: Duas Vilas, um só
povo: estudo de história urbana (1258-1389). Já na 3.ª edição
participaram 16 concorrentes vencendo o trabalho Herança e Sucessão:
leis, práticas e costumes no Termo de Braga (séculos XVIII-XIX)
de Margarida Durães. A 4.ª edição retornou a Famalicão, tendo
a maior participação de sempre, com 24 candidatos, sendo o prémio
atribuído ao estudo Abastecimento e Poder no salazarismo: O “Bacalhau
Corporativo” (1934-1967), de Álvaro Francisco Rodrigues Garrido.
Na 5.ª edição, na segunda edição organizada pela Câmara de Guimarães,
venceu o trabalho A Indústria de Moagem de Cereais: sua organização
e reflexos políticos do seu desenvolvimento durante a I República
(1899-1929) de Ana Paula Soares Pires. Concorreram 10 trabalhos.
Na última edição, até agora ocorrida, também a segunda organizada
pela Sociedade Martins Sarmento, ganhou o trabalho de Maria João
Vaz A Criminalidade em Lisboa entre meados do século XIX e o início
do século XX. Participaram sete candidatos. A qualidade dos membros
do júri – sempre os mesmos professores universitários, Norberto
Ferreira da Cunha, da Universidade do Minho, José Amado Mendes,
da Universidade de Coimbra, e José Tengarrinha, da Universidade
de Lisboa –, empresta-lhe rigor e seriedade, dando-lhe prestígio. |
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Prémios atrbuídos:
2008 – Sociedade Martins Sarmento
“A Criminalidade em Lisboa entre meados do século XIX e o início
do século XX”. Maria João Vaz – Lisboa: Tese de doutoramento em
História Moderna e Contemporânea, Centro de Estudos de História
Contemporânea Portuguesa do ISCTE, 2008
2006 – Câmara Municipal de Guimarães
“A Indústria de Moagem de Cereais: sua organização e reflexos
políticos do seu desenvolvimento durante a I República: 1899-
1929”. Ana Paula Soares Pires - Lisboa: [s. n.]. Tese de Mestrado,
História dos Séculos XIX e XX, Secção do Século XX, Faculdade
de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. orientação
Fernando Rosas, 2004.
2004 – Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
“Abastecimento e Poder no salazarismo: O ‘Bacalhau Corporativo’
(1934-1976)”, Álvaro Francisco Rodrigues Garrido - Lisboa: Círculo
de Leitores, 2004.
2001 - Sociedade Martins Sarmento
Herança e Sucessão: leis, práticas e Costumes no Termo de Braga
(séculos XVIII-XIX), Margarida Durães - Braga: [s. n.], 2000.
Tese de doutoramento de História Moderna e Contemporânea do Instituto
de Ciências Sociais da Univ. do Minho, 2001
1999 - Câmara Municipal de Guimarães
Prémio ex-aequo
Famílias, Formas de União e Reprodução Social no Noroeste Português
(1700-1900), Ana Silva Volgi Scott - Guimarães: Universidade do
Minho, 1999
Duas Vilas um só povo: estudo de história urbano (1258-1390)
Maria da Conceição Falcão Ferreira Guimarães - Braga: [s. n.],
1997. Tese de doutoramento História-Idade Média, Braga, Universidade
do Minho, 1997.
1997 - Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
Justiça e Criminalidade no Portugal Medievo (1458-1481), Luís
Miguel Ribeiro de Oliveira Duarte - Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian, Fundação Para a Ciência e Tecnologia, 1993. |
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Data Publicação |
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Regulamento Prémio de História
Alberto Sampaio |
(65Kb) |
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02/03/2010 |
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