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Ambiente
Percurso natural e ecológico renasce nas margens dos rios Guisande e Este
    26-09-2017
    Está criado o primeiro percurso natural e ecológico nas margens dos rios Guisande e Este, nas freguesias de Arnoso Sta. Maria, Sta. Eulália e Nine. São mais de cinco quilómetros de caminho ribeirinho pronto para ser usufruído a pé, de bicicleta ou em corrida lado-a-lado com um património natural e ambiental de grande beleza, por entre pontes, mosteiros, açudes, vinhas e milheirais.

    Este é o primeiro resultado visível do projeto “Os Nossos Rios”, lançado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Agência Portuguesa do Ambiente, em maio de 2016, e que tem como objetivo “recuperar os antigos caminhos de pescadores, tornar os rios visitáveis e permitir à população usufruir destas magníficas paisagens, sem ferir o ecossistema existente”, como explicou o presidente da autarquia, Paulo Cunha, na altura.

    Além de bastante aprazível, este percurso passa por locais tão interessantes como a Igreja de estilo românico do Mosteiro de Arnoso de Sta Eulália, fundada no século VII, pelo Açude do Romão em Nine que dá origem a dois canais de rega, e que foi mandado executar durante o reinado de Dona Maria I e ainda pelo Açude, Azenha e Ponte de Coura, ponte de sabor medieval, de nítida influência românica.

    O percurso atravessa vários terrenos privados o que obrigou a autarquia a celebrar acordos de colaboração com 36 proprietários que acordaram a limpeza, manutenção e passagem pelas suas margens.
    O projeto tem contado com um conjunto ações de sensibilização e educação ambiental junto dos proprietários e restante comunidade para a sua responsabilidade em cuidar das margens seguindo as boas práticas necessárias e também incentivar a comunidade a fiscalizar e preservar os rios. Da parte da autarquia tem sido também realizado um conjunto de trabalhos de requalificação das linhas de água e margens ribeirinhas.

    Nesta grande ação de intervenção e educação ambiental têm participado muitos voluntários como instituições, grupos de jovens, associações ambientalistas, autarcas, biólogos, fotógrafos, escuteiros, proprietários dos terrenos ribeirinhos entre muitos outros.

    “É um projeto envolvente e convocante, onde todas as pessoas e instituições são chamadas a participar”, afirma a propósito Paulo Cunha, relembrando a importância da figura dos guarda-rios. “É fundamental que as pessoas tenham o cuidado de serem zeladoras dos rios, assumindo elas próprias o papel de guarda-rios, agora num contexto de voluntariado e de responsabilidade cívica”.
    E acrescenta: “Será um processo para muitos anos, que irá envolver muitas gerações de famalicenses”.

    Entretanto, os trabalhos de sensibilização e limpeza das margens ribeirinhas centram-se agora no rio Este, nas freguesias do Louro e Gondifelos.
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