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| Património Edificado - Casas / Solares |
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| | | | | Casas | | | | | Casa de Boamense - S. Cristóvão de Cabeçudos Na Casa de Boamense, situada na freguesia de S. Cristóvão de Cabeçudos, viveu parte da sua vida Alberto Sampaio, autor das Vilas do Norte de Portugal e das Póvoas Marítimas, obras cuja repercussão na nossa historiografia lhe valeu o estatuto de pioneiro da história económica em Portugal. Neste lugar, Alberto Sampaio revelou o seu excepcional talento para a investigação histórica a par de um invulgar interesse pela vitivinicultura. Embora não se conheça a sua origem, há, contudo, documentos que referenciam Boamense como património familiar já em finais do século XVII. De casa típica de um lavrador da região do Minho, passou, ao longo dos últimos 300 anos de existência, por sucessivas fases de transformação e ampliação até à construção actual, constituída por um edifício de habitação e por um conjunto de dependências de apoio às actividades agrícolas. O jardim, onde sobressai uma grande variedade de belas japoneiras, algumas centenárias, marca singularmente o espaço envolvente da casa que se prolonga por campos de lavradio e uma extensa área florestal. | | | Casa de Santiago e Aqueduto - Castelões Imóvel “Em vias” de Classificação Despacho de 14/07/2003 Zona geral de protecção de 50 metros A Casa de Santiago pertence à Quinta com o mesmo nome, que terá tido origem na Idade Média. Em finais do século XVII estava na posse da mesma família, Domingos de Araújo, que aqui residia com a sua mulher D. Teresa Francisca e seus filhos. É um solar do século XVIII com planta em U, quase do tipo “fechada”. Na fachada principal, voltada a Norte destaca-se o portal principal decorado com pilastras e empena recortada em cima por três pináculos. Para o pátio interior tem um relógio de sol. A fachada principal que se desenvolve à direita do portal, corresponde ao espaço habitacional. Tem três janelas com moldura curva e no cunhal pilastra, do tipo “toscano” com base, toro, fuste e capitel liso. Tem um só piso, pois o caminho público é mais alto em relação ao terreno onde está implantada a casa. A fachada poente tem dois pisos. O aqueduto está situado num pequeno vale entre os lugares de Santiago e da Bouça, e é pertença da Casa de Santiago. Presume-se que tenha sido mandado construir no século XVIII, e a sua feição é muito semelhante aos Arcos de Vila do Conde. A sua construção teve como objectivo a condução de água de duas linhas para a casa e terras da Quinta de Santiago. | | | Casa de Vila Boa - Joane No lugar de Vila Boa situa-se a casa com o mesmo nome, implantada à face da ER 206. A construção da Torre é provavelmente do século XV. De referir a existência de algumas ampliações na fachada principal e na voltada a Norte, que se pensa datarem do século XVIII. Já no século XX é apontada uma provável remoção do reboco exterior. A casa foi adquirida em 1682 pelos trisavós de Francisco Jerónimo de Vasconcelos e Castro, administrador do concelho à data da sua fundação em 1835. É uma casa em L do tipo solarenga característica da região do Minho, com capela e escadaria de entrada de um só lanço, de estilo barroco. As paredes exteriores são em alvenaria de granito aparente, enquanto as interiores tem um acabamento rebocado, com a cobertura em estrutura de madeira revestida a telha de barro. | | | Casa, Quinta e Mata de Pindela - Santiago da Cruz Imóvel “Em vias” de Classificação Despacho de 15/04/1993 Zona geral de protecção de 50 metros A casa, segundo alguns registos, poderá ter sido construída no século XVI, tendo sido ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, realizados vários acrescentos. A planta da casa é composta por uma torre quadrada e ala residencial rectangular, possui ainda uma capela. Na ala residencial de dois pisos, corresponde ao piso térreo a loggia agrícola e ao segundo a zona nobre. O primeiro piso é ritmado por aberturas de janelas, sendo o acesso realizado por uma pequena escadaria alpendrada. A Este do corpo principal encontra-se a torre e a Oeste a Capela invocada a Nª Sª da Conceição, mandada construir em 1661 pelo 5º Morgado de Pindela, José Pinheiro Lobo. O brasão seiscentista é dos Figueira e Pinheiro. A Mata de Pindela é uma vasta mancha florestal de aproximadamente 45 ha. A vegetação, inicialmente composta por pinheiro e outras espécies vulgares, foi grandemente enriquecida no século XIX , pela acção do 14º Senhor e 3º Visconde de Pindela, João Afonso Simão Pinheiro Lobo da Figueira Machado de Melo e Almada, que introduziu várias outras espécies. | | | Palacete Barão de Trovisqueira (actual Museu Bernardino Machado) Este edifício foi mandado construir em 1857, por José Francisco da Cruz Trovisqueira, emigrante no Brasil, onde fez fortuna. Já no ano de 1998 foi efectuada uma recuperação do edifício, incluindo a reabilitação estrutural, remoção de elementos dissonantes tais como uma escada exterior em cimento, restauro de estuques, azulejos, escadaria, entre outras intervenções. Caracteriza-se pela sua arquitectura civil residencial, neoclássica. Palacete urbano inserido no contexto da chamada "Casa de Brasileiro", de volumetria horizontalmente, com três pisos, o último constituído por água-furtada de três vãos voltada à fachada principal. Fachada principal revestida a azulejos industriais relevados e rasgada regularmente por vãos. De realçar os estuques, que apresentam decoração neoclássica com representação de deuses, das artes, da agricultura, navegação e comércio, putti, flores, frutas e ramagens. | | | | Solares | | | | | Solar da Breia - Vermoim Na freguesia de Vermoim, situa-se o Solar da Breia, tem fisionomia nobre e está implantado num local privilegiado, relativamente à panorâmica. Embora não existam indicadores, a Casa, nos seus primórdios, devia ser uma unidade que compreenderia, simultaneamente a habitação e um centro de uma grande exploração agrícola. O edifício está construído em granito, tem um muro com o comprimento de 15 metros, com um frontão presidido por um brasão. A fachada tem cinco vãos, constituídos por 4 janelas e uma porta, tudo em forma rectangular, com os lintéis moldurados enfeitados, cada um por uma vieira. Não existem dados suficientes para se conhecer a data de construção de raiz, no entanto poderá dizer-se que há elementos, tais como a cozinha que pelas suas características nos apontam para o período entre os séculos XVI e XVII. | | | Solar de Gemunde - Outiz Na freguesia de Outiz, situa-se o Solar da Gemunde, cujas origens remontam ao século XVIII. Trata-se de uma casa senhorial, em alvenaria à vista, com dois pisos, tendo adossada à frontaria principal uma torre e uma capela A fachada possui cinco janelas, cada uma com o seu varandim. A torre, em três pisos, com alguns vãos, de forma diferente, está coroada por merlões. A capela com uma frontaria simples, tem um óculo, em forma cónica e um brasão de natureza peninsular, esquartelado, apresentando o timbre três velas em feixe e o corpo tem a cruz da Comenda da Ordem de Cristo. Quanto a valores devocionais e decorativos, são de salientar as imagens com a iconografia de Nossa Senhora do Socorro, a orago e o Crucificado, peças barrocas e um retábulo, em talha rocaille. A quinta tem actualmente, cerca de 10 hectares destinados ao cultivo e vinhas e cerca de 6 hectares destinados a floresta. Mas no século XVIII devia compreender uma área muito maior. | | | Solar de Pouve - Lagoa Na freguesia de Lagoa encontramos este solar com capela, de construção em cantaria, de rés-do-chão, andar e torre ameada, com janelas em cruz. Não se sabe ao certo quando foi construído. Encontra-se bastante alterado relativamente ao que teria sido o primitivo edifício. Segundo um documento de 1586, levantava-se uma grande torre, com as maiores fachadas voltadas a sul e a norte, medindo 17 metros de comprido, por 8,80 de largura. Foi cabeça do Morgadio instituído por João Esteves, pelo que é de admitir que as suas origens remontem a muito antes de 1453, ano da referida instituição. No brasão que actualmente encima o portão, estão indicados dois ramos da família. Um é o dos Aldanas, representado por cinco flores de liz e o dos Pereira representado por uma cruz floretada e vazia. Este solar é referenciado na obra “O Senhor do Paço de Ninães” da autoria de Camilo Castelo Branco. | | | Solar e Capela da Quinta da Costa O Solar da Quinta da Costa em Mouquim tem pedra de armas, com uma escadaria de dois lanços no corpo principal, conserva ainda a sua traça primitiva original, em notável estado de conservação enquadrada pelos jardins e arvoredo. Merece destaque a capela seiscentista da invocação de Nossa Senhora da Conceição, que apresenta orientação no sentido Nordeste-Sudoeste, com as paredes rebocadas e pintadas a ocre. A área coberta é pequena, pois tem apenas 18 m2. A fachada principal é dotada de peças graníticas molduradas e, sobre a empena, evidencia-se uma cruz de feição quase latina. Na corografia Portuguesa 1868 e a propósito da Quinta da Costa, diz-se que a mesma pertence a D. Luísa Pinheiro, do ramo dos Pinheiros de Barcelos, a qual casara, em Vila do Conde, com o capitão António Arrays. |
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