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Cultura e Turismo
Obra da Fundação Cupertino de Miranda integra exposição do Museo Reina Sofia, em Madrid
    23-03-2018
    O tríptico “A Vida. Esperança, Amor, Saudade” de António Carneiro, uma das obras mais emblemáticas da Fundação Cupertino de Miranda, de Vila Nova de Famalicão, integra desde o início de fevereiro, a exposição dedicada a Fernando Pessoa, que está patente no Museo Nacional Centro de Artes Reina Sofia, em Madrid, até ao próximo dia 7 de maio.

    “Pessoa. Toda arte es una forma de literatura” é o nome da exposição que reúne mais de 160 obras de arte (pintura, desenhos e fotografia) de cerca de 20 artistas, como José de Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Sarah Affonso, Júlio, Sonia e Robert Delaunay, entre outros, da história do Modernismo em Portugal.

    “A Vida” é um tríptico de pinturas a óleo sobre tela datado de 1899-1901 do artista português da corrente do simbolismo António Carneiro (1872-1930), tendo sido uma doação de Arthur e Elzira Cupertino de Miranda à coleção Fundação Cupertino de Miranda.

    Esperança, Amor e Saudade são os títulos dos três painéis, e neles os motivos figurativos simbolizam situações existenciais, integrando-se assim a obra no movimento simbolista do fim do século XIX.
    De resto, um dos objetivos da exposição é aproximar o espectador do pouco conhecido cenário vanguardista português desenvolvido entre 1914 e 1936.

    Comissariada por Ana Ara e João Fernandes, a exposição procura dar a conhecer a, vigorosa mas quase desconhecida, vanguarda portuguesa que se desenvolveu no início do Séc. XX, onde Fernando Pessoa teve uma intervenção muito ativa pelos seus escritos e suas propostas artísticas. Fernando Pessoa é a figura central desta mostra sendo a partir da sua obra que se desenha a exposição.

    De acordo com o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves, “esta é uma exposição que reúne de uma forma singular e pela primeira vez obras de um período marcante das nossas vanguardas do início do Séc. XX. Uma viagem no tempo onde literatura e artes plásticas tiveram uma força muito intensa para criar novas soluções de entendimento e de reflexão. Hoje temos nesta exposição uma especial visão que muito pode contribuir para estudos mais elaborados e relações mais arrojadas daqueles que se empenharam a criar alternativas e dar-nos visões amplas.”
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