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Cultura e Turismo
Famalicão recorda e homenageia Nuno Simões
    21-07-2017
    É com a exibição inédita de um documentário intitulado “A Terra e o Homem”, que o Municipio de Vila Nova de Famalicão irá promover no dia 27 de julho, pelas 15h00, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, uma homenagem pública a um dos seus filhos ilustres: Nuno Simões.

    Realizado pelo cineasta Manuel Guimarães, com produção de Ricardo Malheiro, este documentário possui uma duração de cerca de 15 minutos e retrata a atribuição de duas condecorações a Nuno Simões: a “Medalha de Ouro de Reconhecimento”, pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, presidida por Benjamim Salgado, e o “Grande Oficialato da Ordem de Benemerência”, pelo Estado Português, sendo complementado com várias filmagens da vila e do concelho. De realçar, o facto de este documentário ter sido restaurado pela Cinemateca Portuguesa, com o patrocínio do Municipio de Vila Nova de Famalicão.
    O programa de homenagem irá incluir ainda uma mesa redonda com as presenças da Dra. Arminda Ferreira (autora da monografia “O Luso-Brasileirismo na perspetiva de Nuno Simões), do Dr. Vitor Ribeiro (programador de cinema da Casa das Artes e Diretor do Cineclube de Joane) e do Dr. Camilo Freitas (Amigo de Nuno Simões) que abordarão a vida e obra desta personalidade famalicense. Antes da exibição do documentário será ainda inaugurada uma mostra documental que retratará a homenagem exibida no documentário.

    Refira-se que Nuno Simões foi um distinto advogado, político e publicista famalicense. Nasceu na freguesia de Calendário em 30 de janeiro de 1894. Em 1913 concluiu com distinção o curso de Direito na Universidade de Coimbra, passando a exercer o cargo de Governador Civil do Distrito de Vila Real em 1915. Foi Secretário-Geral do Supremo Tribunal Administrativo entre 1917 a 1935 e Ministro do Comércio e das Comunicações em 1921, 1924 e 1925. Foi condecorado várias vezes, não só em Portugal, como também no Brasil. Como publicista, a sua colaboração na imprensa é vasta, não só em jornais, como também em revistas e jornais literários, destacando-se “O Primeiro de Janeiro”. No Brasil, colaborou no Jornal de Letras, do Rio de Janeiro. Fundou e dirigiu “A Pátria” (1920 – 1924) e foi diretor da revista “Atlântida”. O seu primeiro livro “Águas Mortas” foi aplaudido por Aquilino Ribeiro. Doou a sua biblioteca particular à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em 1968, encontrando-se atualmente instalada no Fundo Local da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco. Faleceu em Lisboa a 27 de julho de 1975.
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