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Cultura
Famalicão liga-se ao Porto para projetar Camilo Castelo Branco além-fronteiras
    17-03-2017
    O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, associou-se esta quinta-feira, ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha e a um conjunto de parceiros culturais para a criação de um projeto de valorização do património do escritor Camilo Castelo Branco enquanto produto de interesse turístico-cultural sem fronteiras. O encontro que decorreu no Porto, no dia em que se assinalava o 192.º aniversário do nascimento do escritor iniciou com uma deposição de coroa de flores no túmulo de Camilo Castelo Branco, no cemitério da Irmandade da Lapa.

    Tendo como principal objetivo tirar partido da cidade do Porto, enquanto porta de entrada de milhares de turistas, para dar a conhecer Camilo Castelo Branco, a autarquia famalicense pretende criar uma Rota Camiliana, envolvendo um conjunto de instituições. Para além das autarquias de Famalicão e do Porto e da Direção Regional de Cultura do Norte, fazem parte do projeto a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa (onde para além do corpo de Camilo estão guardados inúmeros objetos, manuscritos e correspondência do escritor), o Centro Português de Fotografia (antiga Cadeia da Relação onde Camilo este preso por duas vezes) e a Livraria Lello (Camilo foi o autor que mais obras forneceu para o prelos da Lello & Irmão).

    Esta quinta-feira, as várias instituições encontraram-se no Porto para uma jornada cultural por alguns locais da cidade e para uma reunião de trabalho para a criação da Rota Camiliana.
    Ainda antes da reunião, Rui Moreira saudava a iniciativa da autarquia famalicense e salientava a ligação incontornável entre Camilo Castelo Branco e a cidade do Porto.

    Para Paulo Cunha “Camilo é um escritor que ultrapassa as fronteiras de Famalicão e com um potencial enorme em termos de promoção turística”, adiantando que “não se trata da promoção de um território, de um concelho, mas antes da promoção de um património e de uma época”. “A quantidade e a qualidade de obras literárias que nos legou é uma verdadeira herança que nos compete promover”, salientou.
    Paulo Cunha mostrou-se muito satisfeito com a entusiástica adesão de todos os parceiros culturais a este projeto “apadrinhado pela Direção Regional do Norte”.

    Por sua vez, o diretor regional de Cultura do Norte, António Ponte, elogiou o projeto, salientando que “com esta rota estamos a criar um conjunto de entradas para uma única porta que no final nos leva até Camilo Castelo Branco”.

    De resto, o responsável desafiou todos parceiros a empenharem-se neste projeto, “num espirito de confiança e compromisso”.
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