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Educação e Cultura e Turismo
Famalicão afirma-se como concelho formador das artes
    19-09-2017
    Depois da instalação do Instituto Nacional das Artes do Circo (INAC), em Vila Nova de Famalicão, que aconteceu recentemente e da consolidação da Artave (Escola Profissional Artística do Vale do Ave) no ensino da música que tem conquistado cada vez mais crianças, é agora a vez da ACE – Escola de Artes do teatro solidificar a sua presença no concelho com a aprovação do estatuto de polo por parte do Ministério da Educação e o lançamento de um projeto-piloto para as crianças do 1º e 2º ciclo do ensino básico. A escola irá ainda beneficiar de obras de reabilitação. “Queremos afirmar Vila Nova de Famalicão como um concelho formador das artes, em todas as suas vertentes”, assumiu o vereador Leonel Rocha, durante a conferência de imprensa da ACE, Escola de Artes para apresentação dos novos projetos, que decorreu na passada sexta-feira. “Já não é segredo para ninguém a aposta forte e genuína na educação do município”, referiu o responsável acrescentando que “a formação não é só para nos ensinar a fazer coisas, mas para nos ensinar a apreciar o belo e a sermos melhores cidadãos”.

    E é a pensar nisso mesmo que os responsáveis da ACE decidiram avançar com um projeto piloto inovador que pretende criar no sistema educativo português uma vertente do ensino articulado vocacionada para as Artes Performativas, em crianças do 1º e 2º ciclo. Segundo a coordenadora pedagógica do projeto, Sílvia Correia o Curso Básico de Teatro pretende proporcionar "formação académica na área do teatro e o aperfeiçoamento da expressão artística do aluno, preparando-o para prosseguir estudos ao nível profissional".

    O Curso irá iniciar no ano letivo que se inicia como projeto-piloto, mas o objetivo é "entregar ao Ministério da Educação um plano de estudos para que deixe de funcionar em regime livre e passe a integrar o ensino articulado, como acontece, por exemplo, com a música".

    Segundo Sílvia Correia, uma das finalidades do curso é "facultar ao aluno ferramentas essenciais para ser uma pessoa mais segura, criativa e comunicativa". Para além deste projeto, a ACE irá apostar num plano de atividades onde sai reforçada a articulação já existente com a Casa das Artes. Neste momento, a escola tem três turmas do curso de interpretação com um total de 60 alunos, provenientes de várias localidades do país.

    No encontro com os jornalistas, os diretores da Escola de Artes, António Capelo e Pedro Aparício, deram a conhecer ainda constituição formal, aprovada pela DGEstE, (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) e pelo Ministério da Educação, do Polo da ACE Escola de Artes, em Famalicão. No fundo, trata-se da formalização e reforço da presença da ACE que, desde há dois anos, ocupa um espaço na Escola Básica das Lameiras para o ensino do curso de Interpretação.

    OBRAS DE REABILITAÇÃO AVANÇAM
    A conferência de imprensa ficou ainda marcada pela apresentação do projeto de requalificação e adaptação da Escola. As obras que implicam um investimento municipal de 73 mil euros envolvem ainda a ampliação da Escola Básica das Lameiras onde se insere a ACE.

    A proposta passa pela reorganização de todo o espaço escolar, de forma a ser possível o bom funcionamento entre as duas escolas. Assim será criada uma divisória no átrio de entrada, entre as duas escolas, a escola primária funciona no piso 0 e a academia no piso 1. Não colidindo, o acesso a espaços comuns como o refeitório e a biblioteca.

    Será criada uma sala estúdio e uma biblioteca e serão requalificadas as instalações sanitárias. O projeto prevê ainda a reorganização no piso 0, para melhor autonomia dos espaços, tais como, receção, secretaria e gabinete do diretor.
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