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Cultura e Turismo
Contos d’Avó regressam com viagem sensorial pelos caminhos da memória coletiva
    20-09-2017
    Os Contos d’ Avó promovidos pelo Teatro da Didascália, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, estão de regresso à vila de a Joane. O festival arranca já no próximo dia 28 de setembro e ao longo de três dias consecutivos, público e narradores convidados percorrerão três caminhos: o caminho da sabedoria, o caminho da intuição e o caminho da celebração.

    No dia 28, no âmbito do caminho da sabedoria, o público será convocado para uma concentração no Largo 3 de Julho (Joane), de onde partirá, a pé, para a Casa da Igreja, acompanhado pelos sons da CAISA – Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação, sob direção de Alberto Fernandes. A Casa da Igreja, edifício icónico em Joane, tem as suas origens nos finais do século XIV (dizem que talvez até antes) e pertenceu, durante largos anos, à Ordem de Cristo, ordem religiosa que substituiu a extinta Ordem dos Templários, expulsa da Europa no início do século XIV. Para além da sua longa história, o edifício albergou a famosa papelaria Cindinha, que encerrou as portas em 1995 mantendo, até hoje, e no mesmo estado, todo o seu recheio. É uma viagem aos anos 80 e 90, onde se pode encontrar brinquedos, material escolar, postais e outros tesouros ainda mais antigos. O público será convidado a visitar a casa, acompanhado por uma instalação sonora evocativa dos mistérios templários, onde a voz de Mauro Amaral, músico algarvio, o transportará para rituais de iniciação. No final da visita, serão brindados com uma sessão de contos igualmente místicos, pelas vozes dos narradores Cláudia Fonseca (Lisboa), Jorge Serafim (Beja) e Luzia do Rosário (Beja).

    O segundo dia de festival, no âmbito do caminho da intuição, o público será convidado a subir até ao cimo do monte, onde se encontra a Capela dos Santos Passos, uma capela que andou de local em local, até se fixar definitivamente na parte alta da vila de Joane. No adro da capela será apresentada a versão de câmara do espetáculo «Prelúdio: a mulher selvagem», dirigido por Bruno Martins, onde as delicadas, mas potentes vozes das atrizes Catarina Gomes, Cláudia Berkeley e Daniela Marques transportarão o público para o mundo interior feminino. Ao espetáculo segue-se uma sessão de narração, com Cláudia Fonseca e Jorge Serafim, que explorarão este universo feminino tão apetecível quanto belo e, por vezes, tenebroso.

    O festival termina em festa, na esplêndida Quinta da Bemposta (Joane), no sábado, 30 de setembro, com o caminho da celebração. As atividades começarão às 15h00, com um workshop de danças tradicionais, por Ricardo Carneiro, diretor da Rusga de Joane, seguido por um workshop de percussão (às 16h), por Alberto Fernandes, coordenador da CAISA. Após os workshops, o público será convidado para um passeio pela quinta, onde encontrarão, pelo caminho, contadores de histórias que darão uma outra cor à paisagem verde. A viagem terminará num arraial, animado pelos joviais membros da Rusga de Joane, com baile e cantigas. O público é desafiado a trazer a sua merenda, para que se possa fazer um piquenique partilhado, entre cantos, contos e danças.

    O festival sai, assim, da esfera exclusiva do espaço privado, como foi usual nas três primeiras edições, e entra num misto de espaço privado e espaço público. Dinamizar espaços icónicos de Joane, estimular a viagem metafórica dos sentidos e da imaginação, promover o sonho, o riso e a partilha, continuam a ser os grandes objetivos deste evento. Uma viagem sensorial, onde a narração se alia a espaços não convencionais, na busca dessa partilha maior que se chama memória coletiva.

    Mais informações em: www.teatrodadidascalia.com
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