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Cultura e Turismo
Cineclube de Joane recordou histórica secção de cinema do FAC
    02-07-2018
    As sessões realizavam-se no Cine-Teatro Augusto Correia, sendo exibidas duas sessões por mês. A quota mensal era de 12,5 escudos, sendo que os associados do FAC tinham um desconto de 2,5 escudos. A primeira sessão ocorreu a 15 de Março de 1968, com a exibição do filme Ricardo III de Laurence Olivier, com uma introdução de Henrique Alves Costa, crítico e dirigente do Clube Português de Cinema. A última sessão aconteceu a 25 de Abril de 1972, tendo sido exibidos no total 84 filmes. A programação era muito diversificada, desde produção americana (apanhando ainda o apogeu da Hollywood dos anos 40 e 50), às novas vagas europeias (em especial cinema italiano e francês), mas também com o cinema novo português – Mudar de Vida de Paulo Rocha.
    Era esta a realidade proporcionada pela Secção de Cinema do FAC (Famalicense Atlético Clube) no final da década de 60 e início da de 70 do século passado em Famalicão, história lembrada na passada terça-feira, 26 de junho, pelo Cineclube de Joane, através da realização de uma sessão comemorativa do 50.º aniversário da Secção de Cinema do FAC, com a projeção do filme O Carteirista de Robert Bresson e com um diálogo que contou com a presença de dois dos fundadores da referida Secção: Joaquim Loureiro e António Macedo Varela.
    A escolha do filme não foi inocente, além do filme ter sido projetado no antigo Cine-Teatro Augusto Correia a 12 de Junho de 1968, ou seja há 50 anos, a obra de Bresson assenta numa forte ética, em que os seus personagens trilham caminhos pedregosos para alcançarem uma espécie de graça. Também esta Secção de Cinema precisou de se instalar dentro de uma colectividade existente – o FAC – atendendo à dificuldade de constituir uma associação, principalmente um cineclube que trazia a marca da contestação ao regime.
    A Secção de Cinema começou num fervilhar político e numa vontade de mostrar cinema aos outros. Estas atividades culturais, promotoras do encontro de cidadãos, tiveram, também dentro do FAC outras iniciativas, como por exemplo feiras do livro, que também resultaram em problemas políticos, devido à disponibilização de obras de pendor político.
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