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Acção Social
Centenas de idosos reviveram tradição dos Reis
    14-01-2010
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    Mais de 600 idosos do concelho de Vila Nova de Famalicão viveram, esta terça-feira, momentos de grande alegria e emoção com o espectáculo de Reis, que esgotou a Casa das Artes. Ao todo, 17 instituições de solidariedade social famalicenses subiram ao palco para cantar alguns dos temas mais antigos e tradicionais dos Reis.

    Visivelmente feliz com a iniciativa, Ana Maria Campos, com 91 anos de idade, de Pousada de Saramagos, recordava-se bem dos tempos em que cantava os Reis de porta em porta. “Era muito bonito, mas agora é mais, porque há mais músicas”. A idosa que frequenta o Centro Social da freguesia afirmou ainda que gosta muito de cantar. “Canto todos os dias e gostei muito de cantar hoje aqui”. Também José Pereira Machado, de 76 anos, se mostrava muito feliz com a iniciativa. “Já é a segunda vez que participo e, mais uma vez, gostei muito de ter vindo cantar”, referiu.

    A directora do Centro Social de Pousada de Saramagos, Manuela Peixoto, salientou a importância deste género de iniciativas no combate ao isolamento dos idosos. “Estas iniciativas são excelentes, para eles é uma forma de estar activos, sobretudo, se for a fazer uma coisa de que gostem, como é o caso de cantar temas tradicionais”, sublinhou, explicando que “quanto mais iniciativas semelhantes a este ‘Encontro de Reis dos Seniores’ se realizarem melhor, porque os idosos gostam de participar e, acima de tudo, gostam muito de sair da instituição e passar um dia diferente”. “Nestas alturas, não importa a chuva, o vento, nem o frio”, acrescentou.

    Quem também fez questão de marcar presença no evento foi o presidente da autarquia famalicense, Armindo Costa, que também sublinhou a importância da iniciativa para o “bem-estar e qualidade de vida dos seniores famalicenses”.  Com a promoção desta iniciativa “pretendemos proporcionar aos seniores um dia diferente, cumprindo uma tradição popular e ao mesmo tempo oferecer momentos de convívio e muita animação”. Armindo Costa recordou ainda que “muitas das pessoas aqui presentes nasceram nas décadas de 30 e 40, numa altura em que a tradição de cantar as reisadas era uma prática, com os rapazes a pegar numa lamparina e percorrer as casas, porta-a-porta a cantar”.

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