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Câmara abre “Portas da História” com edição sobre percurso coletivo do município
    18-10-2017
    “Um contributo para se conhecer e ajuizar o trabalho coletivo realizado no percurso de quase duas centúrias, desde os primórdios da criação do concelho em 1835 até à atualidade. São páginas novas, servidas por uma fita do tempo, que relatam pela primeira vez acontecimentos, e balizam datas relevantes do nosso percurso coletivo, penetrando em períodos históricos até hoje ignorados e esquecidos pela historiografia”. É desta forma que o investigador famalicense Artur Sá da Costa apresenta a obra “Portas da História – Vila Nova de Famalicão 1835-2015” recentemente editada em dois volumes pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

    Com textos de António Joaquim, Amadeu Gonçalves, Artur Sá da Costa e Daniel Faria, coordenação de António Joaquim e José Agostinho Pereira e design gráfico de Raquel Bragança, a obra é “mais um contributo para o conhecimento e aprofundamento da História de Vila Nova de Famalicão, muito particularmente desde a fundação do concelho, em 1835, quando as terras de Vila Nova se libertaram do domínio de Barcelos, conquistando autonomia política, até aos nossos dias”, reforça o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha na nota de abertura.

    O primeiro volume explora o percurso coletivo de Vila Nova de Famalicão enquanto município, desde a sua fundação, ainda na Monarquia Constitucional, até à Segunda República com olhar atento sobre as primeiras décadas da municipalidade, a cruzada republicana no concelho e a afirmação da oposição democrática, entre outos temas. O segundo volume desenvolve-se a partir da Revolução de 25 de Abril de 1974 e o papel das autarquias locais, nomeadamente o contributo de Vila Nova de Famalicão, prosseguindo pela Terceira República adentro. Uma cronologia da autoria de Amadeu Gonçalves entre 1835 e 2015 dá-nos no último terço da obra “o esqueleto do tempo que forma os fundamentos de tudo o resto”.

    “Famalicão terra sem história, foi, talvez, o paradigma que mais custou a destruir, ao longo deste tempo”, refere no texto final o coordenador António Joaquim Pinto da Silva a que deu o titulo de “A Reconstrução da História”. E termina: “Se não sabemos quem somos, também não sabemos para onde vamos”.

    “Estamos convocados a ler”, diz Artur Sá da Costa em jeito de desafio garantindo que “quem o fizer viverá a surpresa de ser obrigado a rever opiniões e juízos tomados até hoje como certos e consensuais”. E acrescenta: “O que parece seguro, é que afinal temos um passado histórico. Investigamos e vencemos o atávico complexo de filhos órfãos da história. Sabemos quem somos. Temos uma identidade territorial, histórica e cultural.”

    A obra encontra-se disponível para consulta na Rede Municipal de Leitura Pública de Vila Nova de Famalicão e para aquisição na Livraria Municipal, sita na Casa do Território, no Parque da Devesa.
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