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Freguesias
Brufe e Seide vão desenvolver projetos comunitários de economia circular
    27-06-2018
    As comunidades das freguesias de Brufe e da União de Freguesias de Seide acabam de ver aprovados pelo Governo de Portugal, no âmbito do programa "JUNTAr - Economia Circular em Freguesias", os seus projetos de “Reciclagem e reutilização de produtos de apoio – Sem Fim” e de “Aldeia Circular”, respetivamente, que vale uma comparticipação estatal fixa de 25 mil euros a cada candidatura para desenvolvimento das mesmas, o que corresponde a um cofinanciamento de 85 por cento pelo Fundo Ambiental.

    As propostas foram geradas no seio da comunidade e encabeçadas pelas Juntas de Freguesia com apoio técnico do Município de Vila Nova de Famalicão no contexto da Estratégia Concelhia de Desenvolvimento Territorial Integrado que o município está a prosseguir e que distribui responsabilidades concretas pelo território através das Comissões Sociais Interfreguesias.

    Os dois projetos têm em vista o desenvolvimento de soluções locais amigas do ambiente que valorizam a poupança de recursos materiais, através do uso partilhado e colaborativo, da reparação e da reciclagem com valor acrescentado.

    No caso de Brufe, o projeto “Sem Fim – reciclagem e reutilização de produtos de apoio” pretende ser uma resposta que promova uma solução local de economia circular para a reparação e reutilização comunitária de produtos como camas articuladas, cadeiras de rodas e equipamentos eletrónicos. Para isso, será criada uma oficina para reparação e armazenamento dos produtos, paralelamente será desenvolvida uma plataforma eletrónica de gestão dos materiais e serão desenvolvidas campanhas de sensibilização da população para a doação e recolha dos materiais.
    Para a sua execução, ao projeto conta com um conjunto diversificado de parceiros locais que trabalham em rede e que integram a Comissão Social Interfreguesias da área urbana de Famalicão.

    Por sua vez, a União das Freguesias de Seide apresentou o projeto “Aldeia Circular”, que tem por objetivos a concretização de um Espaço de Compostagem comunitário, a instalar num terreno público sem utilização, e a criação de um Mercado de Troca por Troca, que visa promover a troca de composto por livros usados, fomentando o envolvimento da comunidade local na dinamização de um modelo de economia colaborativa e de partilha. No Espaço de Compostagem será produzido composto a partir de resíduos orgânicos recolhidos em estabelecimentos locais da pequena distribuição alimentar e restauração. Do composto produzido, uma parte será utilizada numa horta biológica, a outra parte será integrada no Mercado de Troca por Troca, através do qual os cidadão poderão trocar produtos de interesse comunitário, como por exemplo livros usados, pelo composto que necessitam.

    De acordo com a candidatura, o projeto tem como objetivo estratégico a implementação de um modelo local de economia circular contribuindo para a diminuição da ocorrência e valorização de resíduos orgânicos da restauração e comércio alimentar, para aumentar o tempo de vida útil de bens, para fomentar a leitura e o desenvolvimento social. Também neste caso, para a concretização do projeto foi constituída uma rede de parceiros diversificada, inserida na Comissão Social Interfreguesias (CSIF) de Avidos, Lagoa, Landim e Seide.

    A notícia da aprovação das candidaturas deixou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, “muito satisfeito”, ainda mais porque “os projetos nasceram no seio de duas Comissões Sociais Interfreguesias do concelho, o que demonstra bem o potencial destas estruturas que queremos cada vez mais ativas e comprometidas com os seus territórios numa teia de cumplicidades que tende a dar maior eficácia à gestão da coisa pública.”

    Recorde-se que no atual mandato, Paulo Cunha criou um pelouro para o Desenvolvimento Territorial Integrado, com o objetivo precisamente de “aproveitar o trabalho desenvolvido pelas Comissões Sociais InterFreguesias, atribuindo-lhes um novo protagonismo e novas competências de forma a conseguir um desenvolvimento harmonioso de todo o concelho, respeitando a diversidade”.

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