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Arquivo Municipal Alberto Sampaio
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Apresentação

Se o arquivo municipal acompanhou sempre, como é óbvio, a Secretaria Municipal, dando aliás origem a várias queixas por falta de espaço disponível a partir dos anos de 1930, só em 1946 é que o historiador famalicenses Vasco César de Carvalho no seu livro 'A Justiça’, pretendeu sugerir algumas alternativas para os espaços culturais da autarquia.

'Mas rematemos dizendo que ficamos esperançados ver neste edifício, pelo seu passado respeitável de tradição marcadora nos primórdios da independência da nossa terra, e por lhe ter bastado o cansaço da sua missão posteriormente imposta, e da afronta com que o denominam, que passará um dia a ser o Museu e a Biblioteca Pública de Vila Nova de Famalicão'.

Ainda não era precisamente o Arquivo Municipal, mas parece não haver dúvidas de que se este projecto tivesse sido concretizado na época, o arquivo acompanharia quer o museu quer a biblioteca.

Aliás, e numa entrevista dada pelo então Presidente da Câmara Municipal, Álvaro Folhadela Marques, ao jornal 'Correio do Minho', em 9 de Fevereiro de 1947, este autarca anunciava, entre outros projectos, a 'adaptação da antiga cadeia para instalação de serviços públicos, entre os quais a biblioteca e o arquivo municipal'.

Exactamente um ano depois, no jornal famalicense 'Estrela do Minho', de 15 de Fevereiro de 1948 era publicada a 'Relação das Obras aprovadas pelo Ministério das Obras Públicas para 1948-1949', entre as quais permanecia a adaptação da antiga cadeia a biblioteca e arquivo municipal.

Infelizmente outras prioridades se impuseram e, quando dos incêndios que em Abril e Maio de 1952 destruíram o edifício dos Paços do Concelho e o prédio onde tinham funcionado as Escolas paroquiais Conde de S. Cosme do Vale (entretanto adaptado de emergência a Paços do Concelho), o arquivo municipal sofreu uma destruição brutal prolongada por anos sucessivos de incúria na preservação do que tinha sido possível salvar daqueles dois incêndios.

A partir de 1 de Julho de 1983, foi possível começar a recolher e organizar a documentação que viria a integrar o Arquivo Municipal, sendo curiosamente instalado nos antigos Paços do Concelho, onde o historiador Vasco de Carvalho e a listagem de obras aprovada pela Câmara e autorizada pelo Ministério das Obras Públicas, nos anos de 1946-1949, já tinha preconizado.

Diga-se, desde já, que esta organização do arquivo iniciada em 1983 abrangeu apenas o 'arquivo histórico'.
Mas logo em Fevereiro de 1984 o 'arquivo intermédio' foi anexado ao 'arquivo histórico' neste esforço de criação do sistema de arquivo da Câmara Municipal, situação que se manteve até 1992.
Nesta data e fazendo parte de uma nova reorganização dos serviços da Câmara Municipal, foi criada a Divisão de Arquivos, dando assim tradução institucional a uma realidade já com oito anos de existência.

Foi assim criada um condição básica ou uma regra essencial para um arquivo municipal, qual seja o reconhecimento que a gestão do arquivo tem uma importância, especificidade e dignidade suficientes para ser reconhecida quer nos regulamentos orgânicos dos serviços, quer nos respectivos quadros de pessoal.

Referem-se estas datas apenas para sublinhar que desde o princípio da organização do arquivo da Câmara Municipal e, de certeza, de forma absolutamente pioneira em relação à prática da esmagadora maioria dos municípios portugueses, esta regra fundamental foi respeitada.

Actualmente, e a partir deste mesmo ano de 2010, a Divisão Municipal de Arquivos está integrada no Departamento de Cultura e Turismo.

Acervo

O Arquivo Municipal reúne um valioso espólio, devidamente organizado e descrito. Ao longo dos anos o Arquivo Municipal incorporou a documentação municipal e outros fundos públicos, bem como vários arquivos particulares, dos quais se destacam figuras de renome nacional.

Os fundos reunidos no Arquivo reflectem a preocupação em recolher prioritariamente a documentação dos organismos públicos e os arquivos pessoais e/ou familiares.



Contactos
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4760 - 114 Vila Nova de Famalicão

Telefone: 252 312 661

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